Entenda as causas da violência Por Marival Chaves
Infelizmente a sociedade, que à luz do texto constitucional tem direito à segurança, está abandonada à própria sorte em face de equívocos cometidos no instante do exame das raízes da violência desenfreada em que estamos atolados, irremediavelmente.
O que se vê na mídia, são discursos políticos retóricos, recheados com promessas baseadas em contínuos planejamentos operacionais com designações pomposas, que resultam fracassados à medida que o tempo passa e os índices de criminalidade se exacerbam.
Assassinatos não param de crescer. Novas modalidades criminosas estão em franca expansão.
Ultimamente, nem os bem-nascidos, filhos da classe média, estão incólumes em relação ao cometimento de crimes e envolvimento em atos de violência. As drogas pesadas entraram de vez em suas vidas e, sem apelação, se incumbiram de arruinar famílias abastadas dos diversos segmentos sociais.
Vivenciar o desespero da insegurança por conta dos altos índices de violência não é privilégio apenas da América Latina, onde o Brasil se insere. A situação no continente europeu também é caótica e o que se constata no noticiário de Portugal, Espanha, França, Inglaterra, entre outros países, é assustador.
Os Estados Unidos têm menos de 5% da população mundial, mas respondem por quase 25% dos presidiários do planeta. O País lidera o mundo na produção de encarcerados, reflexo de uma abordagem relativamente recente e agora caracteristicamente americana quanto aos indicadores de criminalidade que não param de crescer.
Vez por outra, a sociedade mundial assiste a episódios que já se tornaram corriqueiros naquele País, isto é, os massacres em escolas e universidades, sem contar aqueles em que o atirador solitário se posiciona no topo do prédio e, portando arma de grosso calibre, atira aleatoriamente contra quem estiver se movendo, ferindo e matando inocentes.
No Brasil, como na América Latina, novas modalidades de violência estão na ordem do dia com maior frequência, senão, vejamos: sequestros comuns e relâmpagos, assalto à mão armada, furto, latrocínio, tráfico e uso de drogas, pedofilia, outras práticas de crimes sexuais contra crianças e adolescentes, relações incestuosas, agressão física contra a mulher, contra a criança indefesa e o adolescente, contra o aluno e o professor, contra o idoso doente, incapaz de se locomover e esboçar reação de defesa.
É bom que se diga que a violência é um fenômeno mundial e resultado do estado de adoecimento da sociedade, em consequência de absoluto desregramento alimentar e exposição exagerada do corpo a produtos químicos contidos na água, no ar que respiramos, nos fármacos e, antes de tudo, nos alimentos industrializados consumidos em larga escala, entre os quais trigo, leite e seus derivados, embutidos, enlatados, “fast food”, gordura animal saturada, gordura vegetal hidrogenada, açúcar e sal refinados, adoçantes, café, refrigerantes e hortifrutigranjeiros, todos impregnados de venenos sintéticos fatais, produzidos em laboratório.
A proposição a seguir é cruel, perversa e desumana: Se as drogas ilegais, segundo especialistas, são, reconhecidamente, o principal fator de geração de violência, por que omitir as legais, contidas, em especial, nos alimentos? São drogas do mesmo calibre e capazes de causar, no corpo, os mesmos sintomas de destempero, incluindo dependência física e psíquica. Há diferença entre elas, ou trata-se de receio no sentido de não contrariar as grandes corporações químicas no que diz respeito a seus interesses econômicos, que não acata barreiras quando têm de auferir lucro?
As drogas ilegais só existem e são consumidas na dimensão que se conhece, porque o corpo inicia a vida, desde o nascimento, intoxicado por herança consanguínea e por drogas legais. Nessas circunstâncias, quanto mais substâncias tóxicas vierem, melhor. Elas combinam e encontram guarida no corpo intoxicado.
Desintoxicado, o organismo repele com veemência esses lixos tóxicos, sinalizando com efeitos antagônicos que vão desde náusea, vômito, mal estar, dor de cabeça, até prostração por cinco ou mais dias. Nessa toada, não há desejo de repetição da experiência com drogas ilegais, permanecendo o corpo, por conseguinte, livre da dependência.
Drogas legais não causam efeitos adversos imediatos, senão acumulativos, porque são introduzidas no organismo em doses sutis, infinitesimais.
A criança deixa a maternidade com indicação de leites em pó, contaminados com aditivos químicos conservantes, acidulantes, espessantes, estabilizantes, corantes, entre uma série de outras substâncias nocivas à saúde humana. Quando completa seis meses de vida, tem à disposição, na prateleira do supermercado, creme de legumes, processado, embalado em potinhos de vidro. Esse alimento é conservado artificialmente e contém outra batelada de aditivos químicos.
Herança genética, mais alimentos incompatíveis, indigestos e antinaturais dão origem a sintomas no aparelho digestivo como refluxo, cólicas estomacal e intestinal, diarréia e prisão de ventre, que inviabilizam a digestão e procedente nutrição, no instante em que o corpo ainda possui mucosas frágeis, em construção, suscetíveis à infecção, e mais necessita de energias para formar cérebro, músculos, ossos, nervos, entre outros pré-requisitos.
Na caminhada vida afora, o pequeno vai se deparar com conteúdos químicos, entre muitos ilegais, até que o corpo, combalido, intoxicado, deprimido, soterrado, vítima de doenças crônicas incuráveis, resulte sucumbido por esgotamento das energias vitais, não sem antes experienciar ataques neuroquímicos e consequentes transtornos mentais que poderão desaguar em atos ferozes de violência, cometimento de crimes bárbaros dos mais variados matizes, incluindo atentado contra a própria vida, dependendo do grau de adoecimento.
No sangue viscoso, acidificado, com pH alterado, que inflama o sistema nervoso e ocasiona comportamento impulsivo, fruto de mutações e ataques cerebrais neuroquímicos, sem dúvida estão fincadas as raízes da violência, que especialistas teimam em combater, sem sucesso, com discursos, legislação, repressão e doping químico.
Talvez resultados mais alentadores fossem alcançados se esses doentes recebessem tratamento adequado no sentido de realizar desintoxicação orgânica, isenta de químicos e efeitos adversos, reeducação alimentar e restauração da saúde da atividade digestiva que, generalizadamente, resta adoecida desde tenra idade.
Criminoso de qualquer espécie é, antes de tudo, doente potencial que a ciência não foi capaz de retirar do convívio social antes que a delinquência o alcançasse.
Quer evitar que a criança se transforme em adulto violento? Cuide, desde a primeira infância, para que o indivíduo não consuma alimentos estimulantes.
Só há uma forma de barrar o ascenso das drogas pesadas, ilegais: manter o corpo refratário às substâncias tóxicas embutidas nos alimentos e bebidas de modo geral. No corpo intoxicado, a mesma droga encontrará acolhida e casamento perfeito, eis que estimulantes concordam com excitantes e são incompatíveis com o natural.
Para libertar o corpo da dependência química e psíquica enraizadas, só há um caminho a seguir: impor desintoxicação com métodos naturais, sem adversidades químicas e necessidade de psicoterapias habitualmente utilizadas, com o intuito de romper o elo da corrente que conecta o organismo às drogas e causa efeitos devastadores no cérebro.
Marival Chaves é terapeuta naturista
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